O resto do país é citado como "zona violeta" onde também foram registrados casos de violência contra profissionais de jornalismo, mas sem a mesma amplitude. O relatório, produzido por Fernando Javier Ruiz, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, diz que o Brasil tem sançaõ penal para os delitos contra a honra, a obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo e ainda registra prática de mordaça a profissionais de jornalismo.
Infelizmente, os casos de veiolência e agressões contra jornalistas ocorridos em Roraima não constam do relatório. Tudo bem e oxalá que nenhum jornalistaque atua em Roraima tenha sido assassinado nos últimos anos, mas a truculência de poderosos locais contra profissionais jornalismo tem sido notória. O último e mais recente caso aconteceu exatamente hoje, contra o jornalista Leandro Freitas, do movimento "Nós Existimos" e foi protagonizado pelo prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero (PDT), conhecido pela sua truculência e arrogância.
No desempenho da sua função, Freitas tentou entrevistar o prefeito da cidade fronteiriça com a Venezuela para colher informações sobre uma senúncia acerca de um possível loteamento irregular de terras na Maloca do Barro (Surumu), na qual Paulo César Quartiero era citado. Buscando ouvir a versão de Quartiero para a denúncia foi feita formalmente por 65 lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol, protocolada e encaminhada à Funai em Roraima e Brasília, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Indígena de Roraima, o jornalista foi tratado de forma desrespeitosa, assim como veículo de comunicação para quem ele trabalha.
Esta não é a primeira vez que Paulo Quartiero age com desrespeito contra jornalistas. No primeiro semestre também foi ele o protagonista de outro atentado à liberdade de imprensa e livre exercício da profissão de jornalista em Roraima, quando determinou a captura de equipamentos de filamagens e fitas de vídeo de uma equipe da TV Ativa, que cobria o conflito na região da Raposa Serra do Sol. O caso foi parar na Superintendência da Polícia Federal. Contrário à homologação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, Quartiero também tem comandado ações de violência e vandalismo, mandando queimar pontes e obstruir estradas. Aliás, ele responde a processo por sequestro e incitação à violência. Mesmo com tantas evidências da sua contuda truculenta, o prefeito de Pacaraima ainda tem a coreagem de se dizer vítima de perseguição.
Leia abaixo a nota de protesto publicada pelo Sindicato dos Jornalista de Roraima contra a agressão proferido pelo prefeito Pauloi César Quartiero contra o jornalista Leandro Freitas:
"Nota de repúdio
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper) vem a público repudiar a atitude do prefeito de Pacaraima e presidente da Associação dos Rizicultores, Paulo César Quartieiro, pela maneira desrespeitosa com que tratou o jornalista Leandro Freitas, do jornal Monte Roraima.
No legítimo dever de ouvir os dois lados e primando pela ética jornalística, o repórter tentou entrevistá-lo para colher informações sobre uma matéria/denúncia sobre um possível loteamento irregular de terras na Maloca do Barro (Surumu), na qual Paulo César Quartiero era citado.
Apesar de o repórter ter procurado o senhor Paulo César Quartiero apenas com a intenção de ouvir sua versão do fato, já que a denúncia foi feita formalmente por 65 lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol, protocolada e encaminhada à Funai em Roraima e Brasília, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Indígena de Roraima, o mesmo foi desrespeitoso e tentou desmoralizar tanto o jornalista quanto o veículo de comunicação para quem ele trabalha, proferindo inclusive palavras de baixo calão.
Mais uma vez a Imprensa vem sendo desrespeitada e cerceada do seu papel fundamental que é levar a informação precisa para a população.
Novamente, reafirmamos o compromisso do Sinjoper em lutar pela liberdade de expressão, esse preceito constitucional que, a cada dia, vem sendo desrespeitado em todas as esferas da sociedade.
O Sinjoper mais uma vez está acompanhando de perto esse fato lamentável e estará sempre atento para defender a categoria.
A DIRETORIA."













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