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Caos na saúde: má gestão, fiscalização zero e desculpas esfarrapadas


A cada dia que passa, a situação da saúde pública no Brasil se mostra mais e mais caótica.

Contextualizando localmente: em Roraima o cenário é de quase caos. Estado e municípios já não dão conta da demanda.

Até bem pouco tempo, os opositores do governo estadual atiravam pedras contra a gestão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), apontando suas inúmeras e reconhecidas falhas, como se o Município estivesse ileso de problemas.

Agora se sabe que a Prefeitura de Boa Vista está em condição de total precariedade. De miséria, para ser mais exato. Postos de saúde não tem medicamentos e o único hospital sob sua responsabilidade está sendo empurrado para o estado.

Com as finanças ruim das pernas, a administração estadual se recusa a assumir mais uma responsabilidade, pois já tem um sistema falho e cheio de problemas para administrar. E ainda passa por uma investigação com lupa feita pelos órgãos de controle que detectaram desvio de recursos.

No meio disso tudo, está a população que, desassistida, não tem para onde correr e muito menos pode pagar planos de saúde privados.

Curioso é saber que durante anos a fio Roraima – estado e município de Boa Vista – recebeu recursos que, se bem gerenciados, dariam oferecer uma qualidade de saúde suíça aos seus menos de 500 mil habitantes.

Por esses dias, um simpósio de saúde está em andamento na Assembleia Legislativa para discutir os problemas. Nem seria necessário, pois nós, que vivemos aqui, sabemos exatamente qual o problema: má gestão dos recursos.

E os culpados são exatamente os que fazem o chamamento para discutir soluções, pois que não fiscalizam como deveriam. Muitíssimo pelo contrário.

Enquanto isso, assistimos a cenas dantescas nos hospitais das duas esferas de poder. A má gestão dos recursos ao longo de décadas penalizou impiedosamente aqueles que mais precisam de ajuda: as pessoas carentes que gemem de dor nas filas das unidades de saúde.


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