Roraima, um estado de triste sina


Meus @migos,

Faz muito tempo que Roraima vive sob o signo da insegurança e indefinição administrativa. Quando o estado não é combalido por esquemas pesados de corrupção, sofre com instabilidade governamental, devido a processos de cassação dos governantes eleitos.

De 2003 a 2004, Roraima viveu dias turbulentos, com um gestor que estava na corda bamba devido a processos de cassação que tramitavam na Justiça Eleitoral, acusando o então eleito Flamarion Portela (hoje deputado estadual pelo PTC) de compra de votos. Até que em 2004 o STF decidiu pela cassação de Flamarion e Ottomar Pinto assumiu o governo.

Ainda em 2003 explodiu o “escândalo dos gafanhotos”, revelando a voracidade anti-cidadã da maioria dos deputados estaduais da época que, junto com o ex-governador Neudo Campos, montaram um esquema de corrupção para sangrar os cofres do estado. Milhões de reais que poderiam ter servido à população foram surrupiados. Foi um tempo deveras nebuloso.

A partir de 2004, Ottomar assumiu o governo e Roraima viveu um breve período de menos turbulência, ainda que gerido por um governante populista ao extremo que sustentava sua popularidade oferecendo pão e circo aos pobres de Roraima. Até que o velho Brigadeiro se reelegeu em 2006, mas veio a óbito em 11 de dezembro de 2007.

Assumiu, então, o vice-governador Anchieta Júnior que, novato no mitier político, uniu forças com o senador Romero Jucá (PMDB) para conseguir efetivar algumas medidas políticas importantes para Roraima, como foi a transferência das terras da União para o estado. E assim, Anchieta se reelegeu em 2010.

Agora, novamente, Roraima vive novo momento de incerteza, com o seu governador cassado e mantido no poder por força de liminar. Mas isso não é o pior. O pior mesmo é o futuro incerto que se tem pela frente. Se for derrotado na instância superior, Anchieta dará lugar a Neudo Campos, apontado pela Justiça Federal e o Ministério Público Federal como um dos maiores corruptos do Brasil.

E mais: a depender do entendimento do MPF, Roraima deverá passar por nova eleição, pois Neudo, no entendimento dos procuradores da república, não tem condições nem morais nem políticas de se manter no governo, dadas as denúncias de corrupção que pesam contra ele. Nos bastidores deste caos, deputados estaduais se engalfinham pela presidência da Assembleia Legislativa, salivando com a possibilidade de poder vir a assumir o governo, ainda que provisoriamente.

É demais para um estado pobre, pequeno e fragilizado pela corrupção.

PS - Este é o comentário que escrevi para a minha coluna Política SA, no site Roraima em Foco.

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