Neudo e a bravata que não se concretizou


Neudo Campos é um sonhador que faz os outros sonhar em vão. Semana passada foi realizada uma reunião na empresa Parima, propriedade de Antonio Selenieudo (vulgo Parima) com aproximadamente 2000 pessoas. Essa multidão se reuniu para ouvir uma bravata da boca de Neudo. Ele disse que assumiria o governo na terça-feira 11. Afirmou que mudaria quase todo o secretariado [seriam onze mudanças] e que daria início a "um novo tempo administrativo em Roraima".

Neudo continua criando expectativas vãs em seus seguidores. O 11 de outubro passou e ele não assumiu. Na verdade, Neudo é fissurado pelo número 11. Mas ainda não foi dessa vez. Quem esteve na reunião e relatou o que lá se passou, contou que Neudo falava com convicção. Tentava passar a certeza que terminaria a terça-feira como governador de Roraima. E as pessoas ouviam atentas, esperançosas. Neudo estava acompanhado da sua esposa, Suely Campos. Foi uma daquelas reuniões convocadas para manter a chama da esperança acesa. E por vários motivos.

Um dos principais motivos é o fato de Neudo ter contas a acertar com o empresário Parima, que financiou parte da sua campanha, juntamente com o deputado Mecias de Jesus, outro que gastou os tubos na campanha. Neudo inclusive chegou a cogitar a possibilidade de nomear Parima como futuro secretário da Fazenda. A chave dos cofres do estado seria entregue a um empresário ávido por lucros, por convênios e pelos benefícios trazidos pela relação com o poder, como tantos outros.

Mas a terça-feira passou e Neudo não assumiu. O TSE ainda não se pronunciou sobre a liminar que mantém José de Anchieta (PSDB), governar eleito e cassado em 11 de fevereiro [olha o onze novamente aqui] no poder. Mas Neudo quer manter a chamada da esperança acesa, pois os seus credores da campanha já se mostram impacientes. É preciso manter viva a chamada da esperança, principalmente por quem deve muito e por quem tem muito a receber.

PS - Muita gente acredita também que caso o TSE confirme a cassação de Anchieta, Neudo não assumirá. Há quem torça, na verdade, para a ex-deputada Marília Pinto, vice na chapa de Neudo, fique no governo. Mas na hipótese da confirmação da cassação e a depender da vontade do Ministério Público Eleitoral, teremos, na verdade, uma outra eleição para o Governo de Roraima.

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