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Roraima e sua história política construída à base de vingança e traição

Ao longo das últimas décadas, a história da política em Roraima tem sido construída tendo como combustível os sentimentos nada sublimes da traição e da vingança. Para ser mais preciso, tem sido assim no País inteiro, quiçá no mundo. Mas aqui, nesse microcosmo encravado no extremo Norte do Brasil a “coisa” parece ser mais acentuada. Sabe-se que onde há disputa pelo poder há aliados e adversários. E que mudam de lado de acordo com as com as circunstâncias. Essa máxima é quase um mantra roraimense. Quando não são reconhecidos, quando são preteridos ou quando vêem um horizonte melhor no lado oposto, eis que vem a mudança repentina. Diz a música de Fagner que “sem o seu trabalho/ Um homem não tem honra/ E sem a sua honra/ Se morre, se mata”. Um homem acuado e com orgulho ferido é uma arma-humana em potencial. Atira para todos os lados e às vezes sai ferido. Tem sido assim nos grandes escândalos que assistimos nessa nossa República ainda aprendiz nas coisas da Democracia e nos escândalos e factóides paroquianos também. A matéria de Veja, baseada no depoimento solitário de Gerson Denz - que eu repito: até onde sei e pelo pouco que conheço como fonte de informaçao, trata-se de um homem de bem - parece mais uma página borrada da história política de Roraima. Eis o real motivo de bom Gerson Denz ter se deixado usar como fonte única da matéria da Veja.



Faça download do arquivo aqui [ Inquérito policial ]

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