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segunda-feira, 12 de maio de 2014

ENTREVISTA COM CHICO RODRIGUES - “Não sou marionete; política é conciliação”

Vou reproduzir aqui no blog as entrevistas com os pré-candidatos ao Governo de Roraima que fiz para o Jornal Roraisul de maio, que começou a ser distribuído nos municípios região sul de Roraima no último final de semana. Trata-se do início da cobertura das eleições gerais deste ano. Eu conversei, por e-mail, com a senadora Ângela Portela (PT), com o governador e candidato à reeleição, Chico Rodrigues (PSB) e com o médico e eterno candidato ao governo, Petrônio Araújo (PDT). A seguir, eles falam sobre política, sobre projetos de desenvolvimento e, lógico, sobre as eleições 2014. Inicio com a entrevista com Chico Rodrigues.

O governador e candidato à reeleição Chico Rodrigues (PSB) diz que, se for reeleito, fará um governo que respeite a dignidade das pessoas. Ele afirma que os comentários sobre seu rompimento com o ex-governador José de Anchieta não passam de fofocas. “Respeito o ex-governador Anchieta como respeito todos os demais que passaram pelo cargo, mas hoje quem está no comando sou eu”, diz. O pré-candidato à reeleição afirma que suas prioridades são segurança, saúde e educação. Confira a entrevista na íntegra. Confira.

 Luiz Valério - Chico Rodrigues, o senhor assumiu o governo com vontade de mostrar trabalho. Está realizando ações para as quais o seu antecessor José de Anchieta dizia não ter recursos. Também se anuncia como “um novo governo”. O objetivo é demonstrar uma ruptura com o modelo administrativo anterior?

Chico Rodrigues - Como qualquer governante que tem uma história atrelada a história do próprio Estado de Roraima, não poderia assumir o governo pensando de forma diferente. Tenho um mandato de apenas nove meses pela frente e tenho que honrar cada dia para que possa retribuir ao povo de Roraima com muito trabalho e mais ainda com ações que representem benefícios a população e não simplesmente gastos do dinheiro público. Quando falo sobre “novo governo”, acho ser um termo supernatural, pois cada um tem um estilo de governar. Ottomar, Neudo, Flamarion e Anchieta todos tiveram seu jeito de governar e o meu é do jeito que vocês estão vendo, gosto de andar, ou melhor correr para que as coisas aconteçam e não gosto de ficar esperando, prefiro fazer.

Luiz Valério - O senhor não teme que as diversas ações que o governo está realizando sejam confundidas com o uso da máquina para atrair a atenção dos eleitores, visando a campanha deste ano?

Chico Rodrigues - Volto a repetir tenho um compromisso com o povo de Roraima. Estou Governador, não nasci governador e não estou fazendo as coisas pensando em eleição, hoje meu foco é tocar a máquina pública estadual da melhor maneira possível. O que temos que acabar em Roraima é essa velha mania de que em ano eleitoral ninguém pode trabalhar porque tudo se credita ao momento político. Afirmo a vocês: o futuro a Deus pertence e só quero fazer o melhor pelo meu povo, sempre fiz política dessa forma, com muito trabalho e beneficiando a quem realmente precisa.

LV - Governador, dizem nos bastidores que o senhor teria rompido politicamente com o governador José de Anchieta ou estaria tentando descolar a sua imagem da dele para não ter perdas, eleitoralmente falando. Até que ponto isso é verdade?

CR - Entendo perfeitamente os comentários feitos, mas algumas pessoas maldosas querem imputar brigas, mesquinharias que não existem. Respeito o ex-governador Anchieta como respeito todos os demais que passaram pelo cargo, mas hoje quem está no comando sou eu, e eu tenho meu estilo de governar que não canso de dizer que está focado no trabalho para o povo e não em mesquinharias ou fofocas que nada agregam ao cargo de governador.

LV - Por todos os lugares onde se passa no Estado, pode-se ver outdoors, placas, cavaletes, com propaganda, além das mensagens veiculadas pela internet no Facebook e YouTube. Diante da situação econômica relativamente grave em que o estado se encontra, é sensato gastar tanto dinheiro com propaganda?

CR - Estamos simplesmente apresentando ao nosso povo as ações que estamos desenvolvendo através da publicidade e mais ainda mantendo o nível e a média de investimento dentro do que é previsto em Lei e nenhum centavo além do permitido. Nossas ações estão em ritmo acelerado e devem ser comunicadas a população nesse curto espaço de tempo, já que no final do mês de junho a propaganda institucional não poderá mais ser realizada cumprindo determinação legal por iniciar o período eleitoral.
"Respeito o ex-governador Anchieta como respeito todos os demais que passaram pelo cargo, mas hoje quem está no comando sou eu"
LV - Agora vamos falar de campanha eleitoral. Que o senhor é candidatíssimo à reeleição, ninguém duvida. Mas, quanto ao seu candidato à vice, o senhor está realmente convicto de que o deputado Rodrigo Jucá é o melhor nome para ser seu companheiro de chapa?

CR - Como falei no começo dessa entrevista, estou, nesse momento, preocupado em resolver as demandas mais urgentes de nosso Estado e o futuro a Deus pertence. Caso Deus me conduza para concorrer a mais um mandato, o receberei como mais uma provação a ser superada, mas deixo claro que jamais utilizarei qualquer arma desleal, sou uma pessoa temente a Deus e por isso respeito é uma regra de vida que levo comigo sempre.  Com relação ao nome do deputado estadual Rodrigo Jucá, o considero um jovem talentoso e promissor na política roraimense e teria total condições de concorrer a qualquer cargo eletivo no mundo político.

LV - As vozes da oposição dizem que o senhor é a continuação disfarçada do governo anterior, apesar do seu esforço em imprimir uma marca própria no governo. Os mesmo críticos também afirmam que o senhor está chancelando a criação de um monopólio político no estado ao compor com o clã Jucá. Como o senhor recebe essas críticas?

CR - Com naturalidade. Mas volto a frisar que quem está no governo se chama Chico Rodrigues, eu tenho estilo próprio. Não sou marionete e nunca serei marionete de ninguém, mas levo minha vida política em cima de uma máxima que diz que POLÍTICA é a arte de conciliar os opostos. Sou uma pessoa que no meu discurso de posse falei que quero a integração de todos os políticos em prol de Roraima. Já entrei em contato com a Senadora Ângela Portela, tentei falar com o Senador Mozarildo Cavalcante para dizer que estamos aqui para juntar as mãos e esforços para melhorar Roraima. Hoje já conto com o apoio do Senador Romero Jucá que é um político que transcende os limites geográficos de Roraima e goza de altíssimo prestígio no cenário político nacional, sendo uma pessoal fundamental pela sua experiência e pela sua liderança. Vale destacar que ninguém é eleito senador por três vezes consecutivas sem liderança, habilidade e talento.
"Com relação ao nome do deputado estadual Rodrigo Jucá, o considero um jovem talentoso e promissor na política roraimense e teria total condições de concorrer a qualquer cargo eletivo no mundo político".
LV - Qual o seu projeto de governo para Roraima? O que senhor faria de diferente em relação a Anchieta Júnior, político com quem o senhor compôs a chapa vitoriosa de 2010?

CR - Com toda nossa equipe de governo, estamos planejando um Estado baseado em alguns pilares emergenciais. A segurança desde o início de meu governo está recebendo atenção especial. Programas como Polícia nas Ruas e Tolerância Zero nas Fronteiras já tem apresentado seus primeiros resultados e em breve com a ajuda de Deus estaremos colocando nas ruas o programa mais ousado já visto na segurança pública do Estado. Estaremos lançando o Ronda nos Bairros, um programa de aproximação com a população e que dará segurança real as famílias de Roraima. A educação será prioridade também. Precisamos ter uma educação de qualidade e voltada para resultados. Vamos formar vencedores, pessoas que queiram sonhar com o futuro e com o sucesso. Na educação faremos uma grande reavaliação de gastos para otimizar os recursos e aplicar onde realmente seja necessário. Na saúde, temos consciência do problema que vive o setor no Brasil todo, mas reclamar não faz parte do meu estilo, vamos arregaçar as mangas e já nas próximas semanas instalar mais 60 leitos para acabar com macas e cadeiras nos corredores do HGR. Além disso, um programa simples, mas de grande alcance social, será o Alô Cegonha que irá buscar e levar as mães grávidas de baixa renda e que moram em locais distantes e que não tenham como se deslocar até a maternidade para o momento especial de dar à luz. Nosso outro pilar de administração é o apoio incondicional à iniciativa privada. Vamos dar as mãos ao setor produtivo para transformarmos a iniciativa privada no grande propulsor de desenvolvimento de Roraima. O Governo tem que ficar responsável pelas políticas públicas e a iniciativa privada por incrementar nossa economia.

LV - A sua experiência como deputado federal bem relacionado em Brasília pode contribuir para que o senhor consiga os investimentos necessários para o estado, caso o senhor se reeleja?

CR - Os sete mandatos que tenho sobre minhas costas com certeza agregarão muito em minha trajetória como governador. Minhas ações e decisões de hoje já trazem consigo a experiência e o transito que esses anos me deram. Transitar bem na capital federal faz com que muitas portas se abram e o futuro de Roraima se garanta.

LV - Numa conjuntura em que as mulheres estão em alta no mundo executivo, cada vez mais galgando postos de poder, o senhor teme uma disputa ao governo com a senadora Ângela Portela, que deve entrar no jogo eleitoral com as bênçãos e a ajuda da presidente Dilma Rousseff?

CR - Não tenho temor pela Senadora e amiga Ângela Portela, tenho sim muito respeito e apreço. É um nome novo no cenário político roraimense, mas não posso esquecer o que o Governo de seu partido fez com nosso Estado. O PT olha para Roraima com total descaso e um verdadeiro desprestígio a um Estado que merece respeito como todos os outros Estados da Federação e isso podem ter certeza que lutarei pelo restabelecimento do respeito à dignidade do meu povo.

LV - Como o senhor pretende fomentar a ainda insipiente economia de Roraima para fazer o estado sair dessa condição de “pensionista” do Governo Federal?

CR - Trabalhando em prol do setor produtivo, ou melhor, dando à iniciativa privada a possibilidade de crescer e se desenvolver. Não posso mais admitir uma máquina tão pesada e que não consiga mais gerar novos postos de trabalho para a nossa juventude. Estou ciente que a revolução que acontecerá em Roraima vira da iniciativa privada e tenham certeza terá todo o apoio de nosso governo. Não canso de falar: a iniciativa privada será o carro chefe de nosso governo, quero aliados na busca do progresso de Roraima e não vou ignorar o potencial e competência de nossos empresários eles são peças chaves no novo momento de Roraima.
"O PT olha para Roraima com total descaso e um verdadeiro desprestígio a um Estado que merece respeito como todos os outros Estados da Federação e isso podem ter certeza que lutarei pelo restabelecimento do respeito à dignidade do meu povo".
LV – Quais serão as prioridades que a região sul de Roraima terá num eventual governo seu a partir de 2015?

CR - O que farei pelo Sul do Estado farei por toda Roraima. O Sul do Estado tem, sem dúvida alguma, potencialidades que serão transformadas em realidade. Precisamos transformar o sul do Estado em uma região produtora permanente de alimentos para abastecer Roraima e os mercados vizinhos. Em síntese, precisamos criar mecanismos de desenvolvimento de acordo com as peculiaridades de cada região. Obrigado.

NOTA DO EDITOR - A próxima entrevista a ser publicada será a da senadora e pré-candidata ao governo, Ângela Portela (PT).
ENTREVISTA COM CHICO RODRIGUES - “Não sou marionete; política é conciliação” Reviewed by Luiz Valério on maio 12, 2014 Rating: 5 Vou reproduzir aqui no blog as entrevistas com os pré-candidatos ao Governo de Roraima que fiz para o Jornal Roraisul de maio, que começou a...

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