As derrapadas fenomenais


O prefeito do Crato, Ronaldo Gomes de Matos, precisa acabar com o desvio de função de servidores em sua gestão - Imagem: Diário do Nordeste
O corte de 20 por cento no seu salário e a volta ao expediente de seis horas corridas foram alardeados por muitos como uma excelente medida. O argumento de que a crise bate à porta do Palácio Alexandre Arraes foi usado para a assinatura do decreto pelo prefeito do Crato, Ronaldo Gomes de Matos (PSC). Isso, porém, é pouco e tardio.

A problemática do servidor municipal só começará a ser resolvida quando o prefeito chamar os assessores mais próximos e realizar, mesmo que no crepúsculo de seu mandato, um recadastramento dos servidores, procurar saber quem é quem na máquina administrativa.

Têm efetivos, tem gente concursada, cedida, permutada e temporários. O que fazem e onde estão? Eis os questionamentos iniciais.

Depois colocar em prática um processo de otimização da máquina, acabando com o desvio de função, brecando o processo de caçadores de FG e colocando para fora aqueles que ganham do erário sem dar um prego numa barra de sabão, os famosos fantasmas.

Uma atitude desta natureza pode ser até interpretada pelo cliente interno(servidor) como antipática ou pelo externo (munícipe) politicamente incorreta, mas é o primeiro e único passo para adequar o município à LRF, evitando, desta forma, medidas popularescas como a de redução de seus vencimentos.

Por Lucion Oliveira

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