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Greve dos professores estaduais de Roraima completa 70 dias. Movimento volta a se intensificar

Os professores completaram 70 dias de greve sem chegar a um acordo com o governo. O movimento voltou a se internsificar - Foto: Yolanda Simone Mene
A greve dos professores estaduais completou ontem 70 dias. Deflagrado no dia 10 de agosto, o movimento grevista chegou a enfraquecer quando professores indígenas e do interior voltaram às atividades, depois de aceitarem proposta de acordo do governo.

No entanto, como tiveram suas faltas descontadas no salário, ao contrário do prometido pelo governo, esses professores decidiram interromper as aulas novamente. As manifestações dos profissionais de educação voltaram a se intensificar na Praça do Centro Cívico, quartel general do movimento.

Aqui em Boa Vista, professores que tinham voltado a dar aulas também retrocederam em sua decisão e se uniram novamente aos grevistas que permaneceram firmes na greve.

Escolas que até então não aderiram ao movimento agora falam em aderir, devido às propostas de mudança da Lei 892 apresentadas pelo governo serem consideradas prejudiciais para os profissionais. As negociações não avançam.

De acordo com Albanira Cordeiro, membro do comando de greve, as alterações propostas pelo governo para a Lei 892 são muito danosas para toda a categoria, prevendo, inclusive, rebaixamento de salário.

O governo ainda propõe a instituição de três contratos e que também não trazem vantagens para os professores, principalmente para aqueles que são da área de pedagogia. O Sinter também cobra a revisão da tabela salarial, que contém erros diversos.

Albanira afirma que o movimento voltou a se fortalecer e que só vai terminar quando o governo atender às reivindicações dos professores e fizer todas as correções necessárias na Lei 892. Do contrário, o movimento segue sem previsão de terminar.

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