Deputado quer obrigatoriedade de curso superior para ingresso na PM de Roraima

O deputado Mecias de Jesus defende a obrigatoriedade do curso superior para ingresso nas polícias Civil, Militar e Bombeiros

O triplo homicídio cometido pelo polícia militar Felipe Quadros, na segunda-feira (9), repercutiu na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (10). O deputado Soldado Sampaio (PC do B) disse que existe uma cultura arraigada entre os policiais militares de resistirem a procurar acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Sampaio ressaltou que policiais militares são pessoas como quaisquer outras que também sofrem desgaste quando submetidos ao stress e à pressão constante, que são inerentes à atividade, e que, por isso, precisam de acompanhamento psicológico.

O parlamentar disse que existe uma lei aprovada em legislatura passada, de autoria da então deputada Marília Pinto, que obriga os policiais militares a passarem por um exame psicológico periódico, mas que essa lei nunca foi cumprida.

Por sua vez, o deputado Mecias de Jesus (PRB) também abordou o assunto e disse que é preciso que haja um filtro mais rigoroso no processo de seleção para ingresso tanto na Polícia Militar, quanto na Polícia Civil e no Corpo de Bombeiros. Mecias afirmou ser necessário também que a Corregedoria dessas instituições seja mais rigorosa na punição daqueles policiais que cometem desvios.

“Eu acho que a Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros precisam ser mais enérgicas para apurar os problemas que envolvam policias para punir os culpados. Essas corporações devem ter um acompanhamento psicológico obrigatório para todos os policiais militares e civis porque tem policial que não quer passar por esse acompanhamento”, disse o parlamentar.

Mecias de Jesus anunciou que vai apresentar um projeto de lei, instituindo a obrigatoriedade de curso de nível superior para os candidatos que queiram ingressar nas corporações que fazem a segurança dos roraimenses. Ele acredita que essa exigência funcionará como um filtro capaz de afastar pessoas desqualificadas para a atividade policial.

“Eu estou propondo na Assembleia um projeto de lei propondo que para o ingresso na Polícia Militar, na Polícia Civil e no Corpo de Bombeiros seja obrigatório ter pelo menos um curso de nível superior. Essa exigência funcionará como um filtro, evitando que malandros que não querem estudar não possam entrar na polícia. A polícia é a instituição que cuida da segurança da sociedade e nela não pode entrar qualquer um sem o devido preparo”, afirmou.

O parlamentar disse acreditar que sua proposta será bem recepcionada pelos colegas deputados e será aprovada pela casa, apesar de que possa haver algum posicionamento contrário em relação ao projeto a ser apresentado por ele.

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